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You’re going to find it hard to believe…

É, eu sei, já faz um bom tempo…

Talvez esta seja uma outra coisa que você já sabe sobre a tua mãe. Eu costumo desistir no meio das coisas. E sim, a ideia de conversar com um filho que não existe, ainda mais sabendo a dificuldade que tenho pra engravidar, me fez sentir um pouco loser.

E eu pensei em desistir.

Do blog, não de você.

Ok, talvez uma vez ou duas eu tenha pensado em desistir de você. Não me culpe, você poderia ter complicado um pouquinho menos as coisas pelo menos pra vir parar na minha barriga, não? Sabe que a gente nunca para pra pensar em não ter filhos, porque o natural é tê-los. Mas quando existe a possibilidade de que eles não existam, você encontra tempo pra pensar em como seria a vida sem eles, e que talvez não fosse tão ruim assim…

Mas enfim, o fato de eu ainda estar aqui, conversando com você, é porque no fim das contas eu sempre acho que VAI ser tão ruim assim não ter filhos.

E aí eu topo com um filme chamado “A Estranha Vida de Timothy Green”.


E acho que eu nem preciso dizer que chorei alguns litros. Chorei porque, durante o filme, eu também criei o meu filho perfeito. Eu também fiz um menininho viver na minha imaginação por alguns momentos, também fiz ele ser uma pessoa fantástica e até marcar um gol no futebol…  e também deixei ele ir embora no final, e me deixar pronta para ter um filho de verdade…

E deixo pra você agora minha parte preferida…

“If you came to me and said, there are two people in the world who want you more than anything. They’ll do their best. They’ll make some mistakes. But they will love you more than you can ever imagine. Well, when that’s true, I’d say, so much is possible.”

“Se vocês viessem pra mim dizendo, existem duas pessoas no mundo que querem você mais do que tudo. Eles vão fazer o máximo. Eles vão cometer alguns erros. Mas eles vão amar você mais do que poderia imaginar. Se isso é verdade, eu diria : que muito mais é possível”

(Sim, isso foi uma indireta pra você!)