But Now All The Sudden That Door Is Closed…

Nem sei como começar… nem sei se eu quero começar… Esses dias tem sido bem difíceis pra mim, e eu estava esperando uma notícia boa pra voltar aqui e te contar a história toda, mas acho que a notícia boa pode demorar, ou nem chegar.

Bom, quando eu fiz todos aqueles exames que te falei antes, tinha um pro teu pai fazer também, que ele tentou o quanto pode evitar. E eu não insisti, deixei que ele sentisse a necessidade sozinho e isso acabou demorando um pouco, mas ele acabou fazendo o exame. E o resultado não foi nada bom.

Ele foi a um médico que pediu pra que repetisse esse exame e ainda passou vários outros. Disse pra ele não se preocupar ainda. Não sairam todos os resultados, mas pelos que vimos, a “médica do google” aqui já sabe que ter um filho não vai ser assim tão fácil… É claro que não falei nada disso pro teu pai, porque ele está todo tranquilo achando que é algo do tipo “tudo bem, agora tomo uns hormônios e fica tudo certo.” E eu te juro que quero acreditar mesmo nisso, mas estou o dia todo tentando não chorar de desespero. Porque tinha que ser com ele o problema??? Ele sempre quis tanto ter um filho, sempre quis mais do que eu e, enquanto ele tenta bancar o indiferente, eu sei o quanto ele deve estar sofrendo por dentro…

E ontem, no churrasco de confraternização da minha turma de especialização (nem te contei ainda, né? Pois estou fazendo especialização em dentística, uma coisa maravilhosa no meio de todo esse furacão), a professora Renata anunciou que estava grávida. Não consigo explicar a sensação de me sentir tão feliz por uma pessoa – porque ela é uma fofa e merece muito – e ao mesmo tempo tão triste porque, alguns dias atrás, eu fazia as contas e teria os mesmos prazos se estivesse grávida… Sim, agora tudo relacionado a gravidez e bebês me deixa triste, e parece que tudo ao meu redor é só gravidez e bebês!

Até o episódio de How I Met Your Mother dessa semana foi sobre isso e me fez chorar loucamente, sacanagem imensa que a personagem descobre que não pode ter filhos exatamente quando eu descubro que não posso ter filhos! E imagina a minha tristeza quando os filhos imaginários com que ela conversa desaparecem na tela enquanto ela diz “I’m glad you’re not real”… Mas quer saber de uma coisa? Você ainda não desapareceu da minha tela, tanto que eu ainda estou aqui conversando com você, e isso me faz acreditar por algum motivo que você existe e está aí, muitos anos depois, lendo o que eu escrevi hoje e pensando “Nossa, como minha mãe é idiota! Sofreu tanto achando que não ia ter filhos nunca!”

Teu pai vai voltar ao médico essa semana, e eu espero voltar aqui depois disso com boas notícias pra você.

Te amo, meu bebê, mesmo quando por um segundo penso que você possa não estar aí…

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