Chat
0

Mudança!!!

image

Você está com sete meses, e lá vamos nós para sua primeira mudança! Uhull!!!
Quanto aos teus pais, essa vai ser só a décima vez que mudamos de casa, em nove anos que moramos juntos. Sim, na média mais de uma mudança por ano… Não tão empolgante…
Espero que, quando você estiver lendo isso, já tenhamos uma casinha pra chamar de nossa.  Mas teu pai leva muito a sério os conselhos do Gustavo Cerbasi (é, aquele dos livros que te obrigamos a ler) pra querer se assentar na vida. Ninguém concorda, só eu.
Enfim, nos mudamos amanhã e ainda tem muuuita coisa pra guardar, mas no momento você está dormindo tão lindo aqui do meu lado – e são 6:30 da manhã! – que não estou com vontade de fazer mais nada…
Ah, por que estamos nos mudando? O motivo é o mesmo que guia minha vida já a algum tempo: você.
Você já está começando a engatinhar de verdade e, pelo ritmo com que se apóia pra ficar de pé, vai estar andando aos nove meses (se não estiver, vai ter um pai muito frustrado!). E no meio de toda essa movimentação bebezística, temos uma casa com degraus, cozinha longe da sala, janelas baixas e quintal de pedrinhas. Resumindo: perigo por todo lado!
Aí a dona da casa fofa ao lado da tia Nice quer alugar, e teu pai faz aquela cara de “Não! De novo não!”
Mas não adianta muito, porque agora tudo o que importa pra motherzilla aqui é você.
E assim nos encaminhamos pra mais uma mudança…

Anúncios
0

Procrastinando e cantando e seguindo a canção…

Tenho um painel do pinterest (ui, pinterest…que coisa antiga!) só de coisas que eu queria fazer na gravidez. Não fiz nenhuma delas.
Tenho um painel só com coisas de bebê. Nem olho mais o tal painel.
Queria fazer uma foto tua todos os dias. Nem comecei.
Queria fazer uma foto com você com a mesma roupa todo mês. Parei no terceiro.
Queria fazer um filme com as tuas fotos todos os meses. Muita coisa pra fazer e eu nem lembro em que mês parei.
Queria escrever pra você… É, já deu pra perceber que a tua mãe não é muito boa em seguir com projetos!
Mas vamos tentando, né? E de vez em nunca eu venho aqui e escrevo alguma coisa…
Hoje vi um vídeo de você com alguns dias, aquele chorinho de recém nascido que você não tem mais (pra falar a verdade, você nem sabe mais chorar direito! Eu nunca te deixo chorar e acho que você acabou desaprendendo.) Enfim, notei que o tempo está passando depressa demais, bem mais do que eu gostaria! Você faz sete meses daqui a alguns dias; já come, já fala algumas sílabas, já tem dentes, já consegue se movimentar pelo chão (eu ia falar “engatinhar”, mas o que você faz é um pouquinho diferente…). E eu voltei a trabalhar, e o tempo ficou mais curto do que já era. Eu agora pareço um zumbi e não durmo direito e mal consigo comer, mas ao mesmo tempo minha vontade de guardar os momentos com você aumentou ainda mais!
Não vou prometer escrever mais vezes. Não vai funcionar. Vou só prometer não parar…

0

E o sonho virou realidade

Enquanto escrevo, você dorme nos meus braços. Bochechas rosadas e gordinhas, nariz da tia Cléa e queixinho da vó Lala, exatamente como eu e seu pai desejamos. Olhos claros (apostas ainda estão rolando) e uma chupeta caindo da boca, coisas que nunca imaginamos… você é perfeito, filho!  Fazem 72 dias que você chegou, mas parece que eu nunca vivi sem você aqui…

Temos muitos assuntos pra colocar em dia. Eu decidi não escrever durante a gravidez, e não sei bem explicar o porquê… parecia que qualquer coisa que eu fizesse ia tirar você de mim, éramos um só e eu não queria falar com você como se você estivesse aqui fora… é, eu sei, teu pai tem razão…a mãe é mesmo meio maluca!

Aí você nasceu e o tempo ficou meio curto. Fico te dando atenção o tempo todo quando você está acordado, e babando em você quando está dormindo. (Ah, guarde bem essa frase: “fico te dando atenção o tempo todo”… assim, quando eu te pedir um pouquinho de atenção vê se sai do videogame e olha pra mim, tá mocinho?) Mas agora tirei um tempinho, e com você aqui dormindo quentinho junto de mim, vim te dizer algo muito importante:
Eu te amo, meu filho! Amo você mais do que qualquer coisa no universo! Você é a razão da minha vida, e eu descobri a felicidade no dia em que te segurei nos braços pela primeira vez.

O tempo pode passar, você pode se tornar um adolescente chato (todos nos tornamos um dia…), eu posso te dar muitas broncas e brigar feio com você, mas nada disso vai mudar esse sentimento que nasceu em mim no dia em que você nasceu.

EU AMO VOCÊ!

0

You’re going to find it hard to believe…

É, eu sei, já faz um bom tempo…

Talvez esta seja uma outra coisa que você já sabe sobre a tua mãe. Eu costumo desistir no meio das coisas. E sim, a ideia de conversar com um filho que não existe, ainda mais sabendo a dificuldade que tenho pra engravidar, me fez sentir um pouco loser.

E eu pensei em desistir.

Do blog, não de você.

Ok, talvez uma vez ou duas eu tenha pensado em desistir de você. Não me culpe, você poderia ter complicado um pouquinho menos as coisas pelo menos pra vir parar na minha barriga, não? Sabe que a gente nunca para pra pensar em não ter filhos, porque o natural é tê-los. Mas quando existe a possibilidade de que eles não existam, você encontra tempo pra pensar em como seria a vida sem eles, e que talvez não fosse tão ruim assim…

Mas enfim, o fato de eu ainda estar aqui, conversando com você, é porque no fim das contas eu sempre acho que VAI ser tão ruim assim não ter filhos.

E aí eu topo com um filme chamado “A Estranha Vida de Timothy Green”.


E acho que eu nem preciso dizer que chorei alguns litros. Chorei porque, durante o filme, eu também criei o meu filho perfeito. Eu também fiz um menininho viver na minha imaginação por alguns momentos, também fiz ele ser uma pessoa fantástica e até marcar um gol no futebol…  e também deixei ele ir embora no final, e me deixar pronta para ter um filho de verdade…

E deixo pra você agora minha parte preferida…

“If you came to me and said, there are two people in the world who want you more than anything. They’ll do their best. They’ll make some mistakes. But they will love you more than you can ever imagine. Well, when that’s true, I’d say, so much is possible.”

“Se vocês viessem pra mim dizendo, existem duas pessoas no mundo que querem você mais do que tudo. Eles vão fazer o máximo. Eles vão cometer alguns erros. Mas eles vão amar você mais do que poderia imaginar. Se isso é verdade, eu diria : que muito mais é possível”

(Sim, isso foi uma indireta pra você!)

0

Presente de natal

Oi bebê,

Eu estava ouvindo essa música agora e pensando em você. Ainda vou gravar um vídeo igualzinho com imagens tuas, e vou cantar muito pra você dormir ( e agora você está pensando: ahá, então é daí que vem essa música que eu não aguento mais!)

Esse é meu presente de natal pra você. Um presente de esperança pra um anjinho que ainda está no céu, mas que com certeza um dia vai estar aqui do meu lado fazendo uma lista gigantesca de presentes pro papai noel:

0

But Now All The Sudden That Door Is Closed…

Nem sei como começar… nem sei se eu quero começar… Esses dias tem sido bem difíceis pra mim, e eu estava esperando uma notícia boa pra voltar aqui e te contar a história toda, mas acho que a notícia boa pode demorar, ou nem chegar.

Bom, quando eu fiz todos aqueles exames que te falei antes, tinha um pro teu pai fazer também, que ele tentou o quanto pode evitar. E eu não insisti, deixei que ele sentisse a necessidade sozinho e isso acabou demorando um pouco, mas ele acabou fazendo o exame. E o resultado não foi nada bom.

Ele foi a um médico que pediu pra que repetisse esse exame e ainda passou vários outros. Disse pra ele não se preocupar ainda. Não sairam todos os resultados, mas pelos que vimos, a “médica do google” aqui já sabe que ter um filho não vai ser assim tão fácil… É claro que não falei nada disso pro teu pai, porque ele está todo tranquilo achando que é algo do tipo “tudo bem, agora tomo uns hormônios e fica tudo certo.” E eu te juro que quero acreditar mesmo nisso, mas estou o dia todo tentando não chorar de desespero. Porque tinha que ser com ele o problema??? Ele sempre quis tanto ter um filho, sempre quis mais do que eu e, enquanto ele tenta bancar o indiferente, eu sei o quanto ele deve estar sofrendo por dentro…

E ontem, no churrasco de confraternização da minha turma de especialização (nem te contei ainda, né? Pois estou fazendo especialização em dentística, uma coisa maravilhosa no meio de todo esse furacão), a professora Renata anunciou que estava grávida. Não consigo explicar a sensação de me sentir tão feliz por uma pessoa – porque ela é uma fofa e merece muito – e ao mesmo tempo tão triste porque, alguns dias atrás, eu fazia as contas e teria os mesmos prazos se estivesse grávida… Sim, agora tudo relacionado a gravidez e bebês me deixa triste, e parece que tudo ao meu redor é só gravidez e bebês!

Até o episódio de How I Met Your Mother dessa semana foi sobre isso e me fez chorar loucamente, sacanagem imensa que a personagem descobre que não pode ter filhos exatamente quando eu descubro que não posso ter filhos! E imagina a minha tristeza quando os filhos imaginários com que ela conversa desaparecem na tela enquanto ela diz “I’m glad you’re not real”… Mas quer saber de uma coisa? Você ainda não desapareceu da minha tela, tanto que eu ainda estou aqui conversando com você, e isso me faz acreditar por algum motivo que você existe e está aí, muitos anos depois, lendo o que eu escrevi hoje e pensando “Nossa, como minha mãe é idiota! Sofreu tanto achando que não ia ter filhos nunca!”

Teu pai vai voltar ao médico essa semana, e eu espero voltar aqui depois disso com boas notícias pra você.

Te amo, meu bebê, mesmo quando por um segundo penso que você possa não estar aí…

0

Tá, eu voltei…

Oi.

É, eu sumi por um tempinho. Fiquei meio chateada porque você não colaborou com meus planos malucos de um aniversário onde eu descobriria que estava grávida e tudo seria perfeito. Foi uma festa bem legal, bem feito que você não estava lá pra dançar “Like a Virgen” comigo…

Enfim, depois disso resolvi fingir que nem estava assim tão interessada em engravidar. Esqueci até o dia da minha menstruação, não fiquei mais fazendo conta, nem tomei ácido fólico direito, bebi muito, comi muita porcaria e prometi pra várias pessoas diferentes que ia fazer academia com elas… até que um dia topei com a Dra Cristina no corredor da clínica e quando vi já tinha perguntado sobre o tempo que estava levando pra engravidar. Ela marcou uma consulta e me deu alguns exames pra fazer, e então eu percebi que, embora tenha passado dois meses fingindo que não queria saber de você, eu queria você cada vez mais!

E lá fui eu fazer meu primeiro ultrassom. Não foi bonitinho como aqueles de grávida que a gente vê na tv. Chama-se ultrassom transvaginal e é por causa disso mesmo que você está pensando. Mas vou te confessar uma coisa: quando vi a imagem do meu útero na tela – e essa é igualzinha à da tv – o coração deu aquele pulinho e eu imaginei você lá dentro… é, eu sei, vou chorar e pagar o maior mico quando for pra valer, fazer o quê…

O resultado é que, no primeiro exame, eu estava pra ovular dali a dois dias. Aproveitei pra namorar bastante, e no segunda exame eu já tinha ovulado. Ok, beleza, eu estava já saindo da sala feliz por ter descoberto que ovulava normalmente quando a médica me solta essa:

– Você já pode fazer o exame de sangue daqui a 7 ou 10 dias.

– Assim rápido?

– Claro que o ideal é esperar o atraso, mas se você estiver muito ansiosa…

Bom, até então eu não estava nem cogitando direito a possibilidade de engravidar, só que agora eu estava ansiosa, MUITO ansiosa! Ainda mais porque dali a uma semana era aniversário do seu pai!!!

Quase fui fazer o exame de sangue nesse dia, mas me segurei porque sabia da imensa probabilidade de dar negativo, mesmo se eu estivesse grávida. E quando a noite seu pai me pediu um filho de presente, quase chorei…

Agora o dia está mais próximo, mas eu não me sinto muito grávida, tô com cólica e tudo. E esse mês vai ser um pouquinho mais frustrante, porque nem a desculpa que não tentei direito eu tenho…